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1º conto: Nunca acredite.!

Carolina estava novamente em seu quarto como uma noite qualquer, só que mal sabia ela que essa noite seria inesquecível, ela acabara de se deitar, estava de pijama rosa e com o cabelo solto.

No quarto de sua mãe acontecia um assassinato, seu pai acaba de ser morto por um assaltante que entrara em tua casa ao anoitecer e se escondera perto na estufa, quando todos estavam prontos para dormir, ele o surpreende e tenta amordaçá-lo, mas ele reage e é morto sem nenhuma misericórdia.

Eliana(mãe de Carolina) entra no quarto e vê a cena, seu marido morto no chão, o ladrão com uma faca em mãos, seu grito pode ser ouvido a quarteirões, Carolina vai ver o que acontecera com sua mãe, mas ela já está morta, foi assassinada pelo ladrão, que fugira pela janela do quarto.

A desilusão, tudo perdido, sua vida havia acabado.

Mas não, ela mal sabia que tudo acabava de começar, ela havia passado pelo seu maior teste e agora conseguiria combater seus medos.

Rituais, cultos, religiões, de tudo ela experimentou, mas não conseguiu encontrar a razão, porque tudo aquilo havia acontecido com ela.

Vários anos se passam o que acontecera quando ela tinha 17 anos havia sido superado, agora com 28 anos ela conseguiu superar.

Voltando para a casa, ela vê o quarto que havia acontecido a tragédia,vê tudo coberto com panos brancos, empoeirado e amontoado, seu coração apertou, ela não sabia como reagir.

Acabou que viu, a casa estava à venda, por um surto, ela a comprou.

Mudou-se e como já havia esquecido de como tudo acontecera, ela começou a viver lá.

Murmúrios e gritos, a noite na casa era atormentadora, depois de 1 semana morando lá, ela começou a imaginar que ela revivia toda noite o que aconteceu quando ela tinha 17 anos.

O grito era sempre o mesmo, era de arrepiar a espinha.

Chamar amigos para dormir em sua casa foi inútil, ela chamou 3 amigas para dormir em sua casa, quando deu o horário da morte de seus pais, o grito ocorreu de novo e as 3 amigas dela saíram correndo de medo, até que um dia, ela pensou que era melhor ir até o quarto dos seus pais ver o que estava acontecendo, pois, fugir do medo, era a pior coisa que ela poderia fazer.

Próxima noite, e surpreendentemente, nada acontece, a noite estava tranqüila, nada acontecia, até que Carolina pega no sono.

Mais de 3 meses se passaram, e nada de ouvir gritos na casa.

Carolina, como era muito bonita, não demorou muito para arrumar um namorado, e um dia seu namorado quer ir em sua casa, ela diz que não, mas ele insiste e entra.

Lá dentro, coisas estranhas começaram a acontecer e Carolina não sabia como parar, chegou a pedir para que Roberto (namorado) fosse embora, mas ele disse que ficaria, pois os barulhos que estava ouvindo poderia ser algum ladrão.

Roberto anda pela casa e não acha nada, até que vai a um quarto que estava no 2º andar, a porta ficava sempre trancada,mas só que ela estava aberta essa noite, e Roberto, muito curioso, entra.

Lá dentro, ele vê a cena que não parece acreditar, parecia que ele voltara no tempo e via a morte dos pais de Carolina novamente, só que dessa vez, ele estava no lugar do assassino, não agüentando a pressão de ter matado 2 pessoas ele se mata, mas o tolo, mal sabia que tudo o que vira fora uma ilusão.

Carolina chega um pouco depois de tudo ocorrer e vê Roberto no chão, todo ensangüentado.

O desespero toma conta dela, e ela procura a faca para se matar, só que não havia nenhuma faca no quarto, e ela percebe que a porta estava trancada, o único meio de sair do quarto seria pela janela, ela não pensa duas vezes e abre a janela, olhando La pra baixo, vê que está tudo escuro, mas com coragem e convicção sai da janela e vai por cima do telhado da casa, até uma parte mais baixa para descer, chegando na rua, grita para um vizinho vir ajudá-la, um senhor , parentava ter uns 60 anos, cabelos grisalhos, bem conservado, com o nome de Paulo chega e pergunta se ela precisa de alguma coisa.

Ela rapidamente conta o que acontecera, e o leva para dentro da casa dela para mostrar o corpo de Roberto, só que quando eles entram na casa, Roberto os recebe com alegria, perguntando o que tinha acontecido, e quem era aquele senhor.

Apavorada , Carolina sai correndo e vai para a casa de uma amiga que combinaram de ir ver a casa no outro dia, pois estava tarde e poderia ser perigoso.

2 horas da tarde do outro dia.

Carolina estava pronta para ir, e Michele estava um pouco atrasada, pois estava no banho, Carolina impaciente apressa-a e ambas foram para a casa.

Chegando em frente, Michele liga para seu amigo Rogério, pois estava com receio que algo desse errado.

Rogério chega em menos de 10 minutos e todos entram na casa.

Lá dentro aparentava ser 6 horas da tarde, as janelas estavam escuras, e estava um ar sombrio.

Todos foram no quarto do 2º andar onde tudo acontecera, mas a porta estava fechada, e nada encontraram, Rogério arromba a porta e vê que está tudo no lugar, e não havia corpo no local.

Saindo da casa, Carolina pensa em vende-la, até que Michele pega o telefone e pergunta porque ela não liga pra Roberto.

Ela liga para Roberto e o telefone toca dentro da casa, apavorados, eles vão procurar onde está o telefone, até que acham ele no quarto dela, em cima da cama.

Todos estavam tensos na hora, não sabiam o que poderia acontecer, pegaram o telefone e andaram a casa inteira novamente sem saber o que estavam procurando.

Começa a escurecer e eles não notam, era 7:30.

Rogério sugere para que eles vão embora, mas eles não sabiam, a porta estava trancada.

Michele corre para abrir a porta, pois algo lhe dizia que algo estava errado.

A porta estava trancada e a fechadura rasurada.

O que fariam? Carolina vê um homem no 2º andar da casa, e corre ao encontro de Rogério e Michele.

Todos vão para o 2º andar e nada encontram, até que uma porta abre e ouve uma voz.

“MINHA FILHA, NÃO DEVIA ESTAR AQUI.”

Apavorados, eles correm para o quarto de Carolina, só que La dentro, sentado na cama dela estava Roberto, sangrando, parado olhando para frente.

Todos estavam com muito medo, até que a porta do quarto dos pais de Carolina que estava arrombada tranca-se.

Ouve-se barulhos pela casa, muitas pessoas, era perturbante, não tinha como ficar La dentro, muita gritaria, muitos zunidos, todos se perguntaram, o que acontecia?

De repente tudo para, e se ouve um homem no corredor, eles vão lá ver, o homem de aparência suspeita, estava armado com uma faca e estava indo em direção ao quarto dos pais de Carolina, e abre a porta silenciosamente, eles estavam revivendo a cena do assassinato dos pais dela, 3 minutos após, ouve-se o mesmo grito, e eles correram lá para ver, viram que não era um assassino qualquer, era um espírito, mas tudo ficara claro para Carolina, eles não tinham sido assassinados, eles se mataram, seu pai estava depressivo e não agüentou a pressão de estar devendo muito dinheiro, assim, se matando, sua mãe, ao entrar no quarto, viu que ele havia se matado e se matou com a mesma faca, o grito que ela dera fora de terror, por ver o homem que amava morto.

O homem que viram no corredor era um espírito que tinha levado pensamentos de suicídios para o pai de Carolina, e seu pai , como estava depressivo, atendera a seus pedidos sem questionar, e todos esses anos ela se torturava.

Sentimento de abandono, não sabia o que havia acontecido com seus pais, agora sabia, mas preferiria não saber.

Carolina foi internada em um hospital psiquiátrico em São josé dos campos, e faleceu em 1938, Rogério e Michele não tocaram no assunto nunca mais, e a lembrança de Carolina era perturbadora.

O Corpo de Roberto foi encontrado no quarto da casa, sem nenhuma marca, suspeitam que ele morreu de parada cardiaca por medo, mas nunca irão descobrir.

FIM.

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